sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Ministério da Cultura já tem novo gestor, ou melhor gestora

Ana de Hollanda, futura ministra da Cultura, conversou com jornalistas no Rio

A cantora e compositora Ana de Hollanda foi escolhida pela presidente eleita Dilma Rousseff para ser a nova ministra da Cultura. Ela será a primeira mulher a assumir a chefia do Ministério da Cultura, concretizando o desejo anunciado por Dilma de ter mais mulheres em cargos de chefia na Esplanada.

Ana de Hollanda esteve em uma sala de reuniões do edifício do BNDES para sua primeira coletiva de imprensa após o anúncio oficial feito pela equipe de transição. O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (22), no Rio de Janeiro.

Na conversa, a futura ministra falou de suas prioridades de gestão e se revelou ainda surpresa com o convite que recebeu da presidente eleita. Ana também reconheceu a qualidade da gestão iniciada por Gilberto Gil e continuada por Juca Ferreira, e destacou especialmente o trabalho realizado em regiões do Brasil onde anteriormente o MinC não atuava. Ela também assegurou que pretende dar continuidade a uma série de políticas culturais já implantadas e destacou a importância da criação do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e da implementação dos Pontos de Cultura como exemplos de ações de fortalecimento da política cultural no Brasil.

“O MinC tem dado prioridade em atender classes desfavorecidas, o que tem proporcionado um grande trabalho de inclusão social. Pretendo aproveitar essas ações e manter a Cultura como fator de inserção social”, disse Ana de Hollanda. “Não quero interromper este trabalho bem feito que tem sido desenvolvido pelo Ministério da Cultura, mas é evidente que cada gestor tem uma visão e vai dar suas prioridades ao que for necessário”, completou.

Para a futura nova ministra, o centro da cadeia produtiva está na área da criação e destacou que pretende desenvolver um trabalho maior de fomento e difusão dessa área, passando pela música, o cinema, as artes plásticas, o circo, o design, o teatro, a dança, entre outras áreas. Ela também revelou sua preocupação com a diversidade cultural brasileira e pretende trabalhar em parcerias com os diversos setores, focalizando também na integração entre os ministérios.

Quando questionada pelos jornalistas sobre as reformas da Lei dos Direitos Autorais e da Lei Rouanet, Ana de Hollanda afirmou que essas questões continuarão sendo discutidas pelo Ministério da Cultura e acompanhadas por especialistas do setor, que analisarão o que deve ser mantido ou alterado ao longo de sua gestão.

Ana defendeu ainda a inserção da Cultura como fator relevante para elevação do nível social e de conhecimento do brasileiro, e que isso deve ser feito tanto por meio do consumo como da participação criativa. “A cultura é uma necessidade do ser humano prevista na Declaração Universal dos Direitos Humanos, o que naturalmente demonstrará a necessidade de mais verbas para esse setor”, declarou.

Trajetória
A Cultura sempre teve uma presença forte na vida de Ana de Hollanda, que vem participando de discussões do setor há pelo menos 30 anos.
Trabalhou no Centro Cultural São Paulo, da Secretaria Municipal de São Paulo, de 1982 a 1985, e chefiou o setor de música do órgão. Foi também Secretária de Cultura do Município de Osasco, entre 1986 e 1988, e diretora do Centro de Música da Funarte (Fundação Nacional de Artes), entre 2003 e 2007, quando teve a oportunidade de reavivar o Projeto Pixinguinha. Na Funarte, Ana de Hollanda também participou do projeto de criação das Câmaras Setoriais e coordenou a Câmara Setorial de Música.

Nos últimos três anos, ela fez parte da diretoria do Museu da Imagem e do Som (MIS), do Rio de Janeiro.

Fonte: Ministério da Cultura

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Fundarpe lança edital do Funcultura 2010/2011 com R$ 22 milhões para produção cultural independente

Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura terá maior valor da história e vai contemplar projetos em 11 áreas. Somado ao edital do Audiovisual, investimento em seleção pública totaliza R$ 30 milhões
Fundarpe
O Governo do Estado, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), acaba de lançar a edição 2010/2011 do edital público Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura, o Funcultura, que garantirá à classe artística um fomento da ordem de R$ 22 milhões. Somado esse valor aos R$ 8 milhões do Funcultura/Audiovisual, já lançado, o Estado conta, este ano, com o investimento recorde de R$ 30 milhões em projetos da produção independente.

O edital está disponível
aqui.

Seguindo a diretriz da interiorização das ações de cultura, os recursos do Funcultura serão distribuídos em projetos nas 12 Regiões de Desenvolvimento, favorecendo o desenvolvimento da cadeia produtiva da cultura de forma descentralizada. Assim, artistas e produtores da Região Metropolitana do Recife, da Zona da Mata, do Agreste e do Sertão terão a oportunidade de inscrever projetos nas áreas de Artes Cênicas (compreendendo teatro, dança, circo e ópera); Fotografia; Literatura; Música; Artes Plásticas, Artes Gráficas e congêneres;  Cultura Popular e Artesanato; Patrimônio; Pesquisa Cultural;   Artes Integradas; Formação e Capacitação; e Gastronomia. O edital é restrito produtores culturais cadastrados na Fundação e residentes no Estado de Pernambuco a pelo menos um ano.

Saiba como fazer seu
Cadastro de Produtor Cultural.

Em Artes Cênicas, o montante destinado será R$ 3,88 milhões, sendo R$ 1,19 milhão para Dança, R$ 910 mil para Circo, R$ 380 mil para Ópera, e R$ 1,4 milhão para Teatro. Na área de Fotografia, o valor é de R$ 1 milhão. Mesmo montante destinado à Literatura. Música conta com R$ 2,1 milhões.

Em Artes Plásticas, Artes Gráficas e Congêneres, o Funcultura garante um investimento de R$ 1,5 milhão. A área de Cultura Popular, Folclore, Artesanato e Congêneres ganha força com o incentivo da ordem de R$ 2,3 milhões, sendo R$ 1,8 milhão especificamente para Cultura Popular e Tradicional, e R$ 500 mil para Artesanato.

Outra área de destaque é a de Patrimônio que, entre as várias linhas de ação, engloba obras de restauração de bens materiais, como igrejas, teatros, cinemas, casarios, etc. Para esse setor, o Governo do Estado destina R$ 2,18 milhões. Em Pesquisa Cultural, serão destinados R$ 3,33 milhões, enquanto que em Formação e Capacitação conta com R$ 3,52 milhões. Quem quiser concorrer na área de Artes Integradas contará com R$ 570 mil. Gastronomia, a mais recente de todas as áreas, tem o orçamento de R$ 310 mil.


INSCRIÇÕES –
As inscrições do Funcultura 2010/2011 serão realizadas entre 8 de fevereiro de 2011 a 14 de março do mesmo ano, no horário das 8h às 12h, na sede da Fundarpe, situada na Rua da Aurora, nº 463/469 – 1º andar, Boa Vista. Também serão aceitas propostas enviadas por correspondência (via SEDEX), com data de postagem até o último dia de inscrições.

HISTÓRICO –
O Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura é o mecanismo que o Governo do Estado concebeu e implantou, a partir de 2003, para unificar as ações de incentivo à cultura em Pernambuco, iniciadas em 1996, com a edição da Lei nº 11.005, de 20/12/1993, regulamentada pelo Decreto nº 19.156, de 20/06/1996, e consubstanciadas em dois instrumentos, o mecenato e o fundo, dos quais apenas o primeiro foi efetivamente implantado.

Entre estas ações é importante assinalar a lei nº 11.914, de 28/12/2000, e o Decreto nº 23.050, de 21/02/2001, através dos quais foi ampliada a base de empresas incentivadoras, estabelecidos critérios mais rígidos para seleção e aprovação de projetos e uma forma de transferência de recursos do mecenato para o fundo, de modo a facilitar e controlar os processos de captação, favorecendo os incentivadores menores e reservando recursos para projetos culturalmente importantes, porém sem poder mercadológico.

O ano de 2007 marcou a mudança no foco do Governo do Estado no que diz respeito a fomento, formação fruição, difusão, preservação e economia da cultura em relação à produção independente, por meio de uma política de co-gestão com participação da sociedade civil das 12 Regiões de Desenvolvimento do Estado. Isso comprova o comprometimento da Fundarpe com a classe e cultura pernambucanas.

Ainda em 2007, a Fundarpe saiu na frente ao aumentar em 50% o valor do Fundo, passando de R$ 4 milhões para R$ 6 milhões. Esse valor, aliado a uma campanha de incentivo ao cadastro cultural de produtores na Fundarpe, resultou na aprovação do número de 106 projetos.

Já em 2008, o Funcultura se consolida como o maior incentivador à produção cultural independente do Estado. Por meio dele, foram destinados R$ 12 milhões para a execução de projetos artísticos. Outra novidade foi a inclusão da área de gastronomia, além de novas linhas de ação.

Em 2009, foram garantidos R$ 21 milhões para a execução de projetos da produção independente. Uma das novidades desta edição foi o retorno da linguagem do Audiovisual ao Funcultura, num edital no valor de R$ 6 milhões. As outras linguagens contaram com R$ 15 milhões.

Confira a evolução do Funcultura nos últimos cinco anos:

2006
- R$ 4 milhões/76 projetos aprovados
2007
- R$ 6 milhões/106 projetos aprovados
2008
- R$ 12 milhões/230 projetos aprovados
2009* -
R$ 21 milhões/295 projetos aprovados
2010* -
R$ 30 milhões/

*Incluindo o edital do Funcultura/Audiovisual

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Prefeitura Municipal da Ilha de Itamaracá tem projeto aprovado no Governo Federal na ordem de 1,9 milhão de Reais

O Governo Federal publicou, no dia 02 de Dezembro de 2010, a relação dos municípios contemplados pelo edital de convocação para apresentação das propostas de implantação de Praças do PAC, através da Portaria n° 484 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com a publicação, dentre eles, a Ilha de Itamaracá, que colocou uma proposta, por intermédio da Secretaria de Educação e Cultura, para construção de uma praça com 3 mil metros quadrados formada por cine de 60 lugares, telecentro, biblioteca, salas multiuso e CRAS, pista de skate, jogos de mesa, espaço criança, quadra coberta, equipamentos de ginástica, kit básico esportivo e pista de caminhada. O valor de investimento previsto é de até R$ 1,9 milhão (Referência: SINAPI/CAIXA).

Do PAC 2

O PAC é mais que um programa de expansão do crescimento. Ele é um novo conceito de investimento em infraestrutura que, aliado a medidas  econômicas, vai estimular os setores produtivos e, ao mesmo tempo, levar benefícios sociais para todas as regiões do país.

Um país que se quer grande não se limita a cuidar apenas do presente. É preciso planejar o futuro e criar as bases para que o Brasil supere novos desafios e siga crescendo. O PAC 2 chega com a missão de manter a roda da economia girando, investindo em obras e ações que diminuem as desigualdades e geram ainda mais qualidade de vida para os brasileiros.

Vida, obra e caminhos de Gonzagão, agora disponíveis em livro e na internet

Fundarpe lança cartilha sobre o Rei do Baião, fruto de uma pesquisa feita por equipe multidisciplinar. Versão online já está disponível no portal Pernambuco Nação Cultural

O maior ícone da música popular nordestina agora tem uma publicação inteir a em sua homenagem. Luiz Gonzaga do Nascimento é analisado em 102 páginas, sob a perspectiva de técnicos da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e de integrantes do Programa de Especialização em Patrimônio do Governo do Estado que fazem parte de uma equipe de historiadores, jornalistas, arquitetos e turismólogos. O trabalho está disponível em duas versões: uma impressa e outra digital - CLIQUE AQUI PARA ACESSAR. Aqui você vai direto para a cartilha.

Mais do que informações sobre o compositor, a cartilha Luiz Gonzaga: Patrimônio Vivo na Memória do Povo Brasileiro traz um inventário completo sobre os ambientes de origem e memória do artista. Trata-se de uma compilação de 10 textos em que se revela o sucesso provocado pelo surgimento e consolidação, em todo o Brasil, do Baião, além de apontar importantes fatores que influenciaram a música e a história de Gonzaga.

Nascido na fazenda Caiçara, no município de Exu, no Sertão do Araripe, em 13 de dezembro de 1912, Luiz Gonzaga foi o segundo rebento do casal Dona Santana e Seu Januário, de uma prole composta por nove filhos. É autor de clássicos da música brasileira, como Asa Branca e Baião. Quem se interessa pela obra do autor pode utilizar a cartilha com fonte de pesquisa, uma vez que nela contém a discografia completa do artista, desde os discos em 78 rotações, lançados entre 1941 e 1963, passando pelos LPs tradicionais (entre 1961 e 1989) e as coletâneas (1955-1988).

Outro aspecto importante abordado é o passo-a-passo do caminho percorrido por Luiz Gonzaga ao longo da vida. Primeiro pela Serra do Sertão do Araripe, nos arredores da pequena cidade de Exu, em seguida, na capital pernambucana, para, só assim, ganhar as regiões Sul e Sudeste, onde o pernambucano se consagrou.

Entre outros temas que o leitor vai encontrar, estão as relações de Luiz Gonzaga com o surgimento do rádio no Brasil, a obra e o legado do artista, além .do patrimônio cultural de Exu e os “guardiões” da memória gonzagueana. No fim do livro, ainda é possível encontrar a produção bibliográfica e audiovisual relacionada à vida do compositor e indicações de leitura. Luiz Gonzaga faleceu em 2 de agosto de 1989, em conseqüência de um câncer, depois passar 42 dias internado em um hospital no Recife.

PATRIMÔNIO MATERIAL
– Tombados pela Fundarpe, em julho de 2009, os ambientes de origem e memória de Luiz Gonzaga passam, agora, ser alvo de ações de preservação e proteção permanentes por parte do Estado. Dois ambientes foram considerados no processo de tombamento: a área funcional da antiga moradia de Januário (pai de Luiz Gonzaga), na Vila da Fazenda Araripe; e o Parque Aza Branca, com área de cerca de 3 hectares, onde se encontram a Casa de Luiz Gonzaga, o Museu do Gonzagão, o Mausoléu, Pousadas Santana e Januário e a Casa de Januário.
CONTEÚDO ONLINE
– A cartilha Luiz Gonzaga pode ser acessada, gratuitamente, de qualquer parte do mundo, por meio do portal Pernambuco Nação Cultural, no link http://www.nacaocultural.pe.gov.br/luiz-gonzaga-patrimonio-vivo-na-memoria-do-povo-brasileiro. Além da publicação, o internauta pode conferir outros 180 conteúdos, entre textos, imagens e notícias sobre o patrimônio cultural pernambucano. Todo o material está disponível para download. A publicação de materiais ligados à preservação cultural faz parte da política adotada pela Fundarpe no setor. Além dessa iniciativa, técnicos da Fundação percorrem todas as 12 Regiões de Desenvolvimento, realizando oficinas de educação patrimonial, com o objetivo de formar multiplicadores que possam repassar a mensagem da proteção e conservação dos bens materiais e imateriais de cada cidade.

Fonte: FUNDARPE